Como engajar alunos contemporâneos? – Sphere | International School

Como engajar alunos contemporâneos?

A educação é um tema que, ao longo dos anos, sempre buscou desenvolver-se a partir das necessidades da sociedade. Com o advento da internet e a troca de informações cada vez mais dinâmicas, surgiram muitas discussões a respeito de metodologias de ensino. Um dos temas que vem sendo estudado com mais profundidade são as metodologias ativas, que têm como principal debate a mediação das ações centralizadas no aluno durante o processo de ensino-aprendizagem.

Se antes existia um cenário em que o professor era o canalizador do conteúdo, a única fonte de informação, ao lado dos livros, e o aluno era apenas um aprendiz passivo, hoje, as metodologias ativas levam para sala de aula um cenário novo, onde o professor segue um currículo, mas tem o papel de mediar as ações dos alunos como um tutor, direcionando as ações necessárias para cada um.

Mário Sérgio Cortella, filósofo e educador brasileiro, traz uma discussão interessante sobre currículo. Os estudantes chegam à sala para uma aula de ciências, por exemplo, com um amplo repertório de conhecimentos prévios, podem assistir a séries científicas, seguir um canal maker ou acompanhar um podcast da NASA.

É claro que o cenário é exagerado. Não são todos os alunos que apresentam todo esse background antes de uma aula. Porém, é interessante refletirmos sobre as novas fontes de informações, o papel do professor e em como proporcionar ao aluno um ambiente que o deixe entusiasmado e engajado com o aprendizado.

Mas como incorporar as metodologias ativas às disciplinas com ementas tradicionais?

Algumas estratégias que possibilitam atividades centralizadas nos alunos são muitas vezes baseadas em projetos.

O PBL – Problem Based Learning – Aprendizagem Baseada em Problemas, surge como uma metodologia para o ensino superior de medicina no Canadá, no início dos anos 70.  Em síntese, é apresentado um problema aos estudantes, e estes se organizam para respondê-lo utilizando, dentre outras fontes, o conteúdo da disciplina, .

Uma maneira de vincular esta metodologia à disciplina curricular é através de projetos. Seja para um trabalho específico, olimpíadas científicas, grupos de estudos ou uma feira escolar, os professores se esforçam em conjunto com as coordenações para criar mecanismos que possibilitam engajar os estudantes.

Como flexibilizar a ementa curricular!?

Com a proposta do novo ensino médio, é possível ampliar os horizontes das atividades baseada em projetos. Mas como?

A Sphere International School possui disciplinas eletivas nesse segmento. Estas disciplinas possibilitam que os alunos escolham trilhas personalizadas.

Se o estudante deseja se enveredar pela trilha de exatas ele pode escolher as eletivas de gamificação. Lá terá momentos de desenvolvimento de personagens, criação de storyboard, discussão de experiências de usuário entre outras habilidades que ficam suprimidas dentro do currículo escolar padrão.

Por outro lado, se o estudante possui uma veia empreendedora ou social, ele pode optar por uma trilha que permita desenvolver esta área com eletivas de empreendedorismo. Entender um pouco mais sobre o modelo Canvas, sobre metodologias Scrum, e Sprints.

As eletivas podem engajar mais os alunos ao proporcionar um ambiente que permite escolhas. As metodologias ativas não estão vinculadas à um currículo, mas sim a um propósito final.

Ademais, desenvolve a responsabilidade uma vez que será um momento que ele poderá aprofundar as suas aspirações. Ir ao encontro de habilidades diferentes das disciplinares e aproximar-se do próximo estágio educacional, o ensino superior.

Douglas Vilela

Físico e Mestre em Educação em Ciências e Matemática pela UFScar, Doutor em Física Atômica pelo ITA. Coordenador de Tecnologia Educacional na Sphere.

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