Como criar uma geração mais receptiva às diferenças culturais? – Sphere | International School

Como criar uma geração mais receptiva às diferenças culturais?

Desde a primeira infância as crianças estão conscientes das diferenças culturais. Um grupo cultural pode ser descrito como um conjunto de pessoas que tem origens, hábitos ou estilo de vida em comum, incluindo códigos sociais e linguísticos.

As crianças que desenvolvem criticidade e atitude positiva em relação a sua identidade cultural terão a capacidade de no futuro construir relacionamentos com outras culturas respondendo apropriadamente às injustiças, demonstrando assim, a importância de cada um e fazendo com que todos se sintam conectados.  Entender as diferentes culturais impacta significativamente o aprendizado, a própria imagem e todo o desempenho acadêmico.

Alunos das Sphere - Open to the World

Na Sphere International School alunos da educação infantil recebem desde cedo as famílias de diferentes nacionalidades do “banco de talentos/ volunteer speaker” da escola, pais voluntários que compartilham vivências, de acordo com suas diferentes culturas e áreas de expertise. As trocas entre pais e alunos são muito ricas, pois, afinal, as tradições familiares refletem a cultura e valores de um povo.

Em um dos projetos realizados com crianças de três anos, sob o eixo “How we express ourselves / Como nos expressamos”, pais, mães e avós compartilham suas brincadeiras de infância e jogos favoritos, e como acontecem em seus países de origem. A comunidade escolar, professores e colaboradores da escola são também convidados para este momento de troca.

Outro exemplo, é o projeto sobre diferentes tipos de moradia, costumes e tradições familiares investigados por crianças de cinco anos. O que constitui uma família? Como os lares refletem as condições e a cultura local?

Não é necessário criar situações artificiais para explicar as diferenças culturais. Basta aproximar as crianças de diferentes realidades na escola e que os pais aceitem e convivam com vários grupos culturais. A pandemia nos mostrou como somos formados por diversas culturas. Mesmo dentro de uma mesma família podem ser encontradas diferenças. Esse fato ficou mais evidente quando as famílias tiveram que ficar em casa e conviver dentro de um mesmo espaço durante dias seguidos.

A criança quando nasce começa a experimentar e a explorar o mundo que a rodeia. Com a exploração ela começa a observar as diferenças das pessoas e objetos por meio dos cinco sentidos: visão, paladar, audição, tato e olfato. As diferenças e as igualdades começam a ser notadas com as mudanças no tom de voz, com o toque mais forte ou mais suave, com os cheiros e também com a observação do próprio corpo.

No projeto “Who we are / Quem somos” crianças de quatro anos têm acesso a diferentes títulos de literatura, tanto em português, quanto em inglês, para investigar e identificar como somos diversos, mas acima de tudo, são estimulados a se “olharem” descobrindo diferenças e semelhanças, em suas características físicas, e também em suas preferências e hábitos. Compreender e respeitar essas diferenças e semelhanças nos auxilia a viver melhor em grupo.

A observação ocorre desde muito cedo. Mas com mais ou menos 3 anos a criança começa a expressar oralmente as comparações entre o seu gênero e dos outros, da sua cultura e dos outros. A preocupação é demonstrada com as perguntas. A comparação entre a rotina e regras entre a própria casa e a dos avós, dos amigos e primos é outro ponto importante.

Esse desenvolvimento social vai ocorrer pelo resto da vida. Mas como lidar com as diferenças é um aprendizado que ocorre desde a primeira infância com o convívio com as pessoas do seu meio ambiente. Na adolescência fica mais evidente pelas novas amizades e interesse de conviver mais com os amigos do que com a família. Nesse momento saber lidar com as diferenças é essencial para formar bons relacionamentos.

Na Sphere, detalhes como uma oferta de giz de cera com diferentes tons de pele, bonecas e bonecas de diferentes etnias e a oferta de um rico acervo de imagens reais de diferentes povos e culturas contribuem para garantir que os alunos tenham referências concretas e possam assim, desde muito cedo, fazer seus registros mais próximos da realidade.

Todos nós temos diferenças culturais adquiridas na nossa formação familiar seja através de pais, avós ou pelas próprias escolhas.  A partir do momento que uma criança tem a segurança da própria cultura, com mais facilidade aceitará as outras.

O Brasil tem muita uma riqueza de diferenças entre as regiões e mesmo nas cidades. O tempo todo e todos os dias temos a oportunidade de vivenciar as diferenças com a leitura de livros, festas populares, visita a exposições, convívio com várias estruturas familiares, bairros formados a partir de imigrações, ouvindo histórias e observando outras culturas.

A Sphere celebra o Carnaval, a Festa Junina, com suas músicas e danças tradicionais, apresentando para alunos e famílias brasileiras e estrangeiras, a importância de conhecer e apreciar as tradições do país em que vivemos.

Esse comportamento será enriquecedor para todos e as crianças irão desenvolver a empatia, respeito ao outro e a si mesmo, a cooperação, a ouvir o outro mesmo com uma visão diferente a negociar. São características necessárias para uma vida pessoal e profissional de sucesso.

Betina Serson

Mestre em Early Childhood Education pela Florida Atlantic University e pós graduada em Psicopedagogia pela PUC SP

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