Educação ambiental: como colocar em prática? – Sphere | International School

Educação ambiental: como colocar em prática?

O mês de março é lembrado por comemorar anualmente, no dia 16, o Dia Nacional da Conscientização sobre Mudanças Climáticas. A data é um alerta para que a população pare, reflita e avalie sobre como suas atitudes individuais e coletivas impactam na mudança climática e no consequente aumento da temperatura do nosso planeta.

Segundo dados recentes do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) as crescentes emissões de CO2 continuarão trazendo consequências irreversíveis para o nosso planeta. O alerta apenas confirma o que já temos presenciado e sofrido atualmente. São cada vez mais furacões, incêndios florestais, ciclones e outros fenômenos naturais resultantes do crescente aumento da temperatura da Terra e consequentemente, que foram causados diretamente por nós seres humanos.

Diante de tantos problemas e principalmente, de muitas soluções a se buscar, a data é muito importante no calendário brasileiro e que a cada ano deve ter mais espaço para ser lembrada e discutida. Debates, mobilizações de entidades e ONGs que trabalham incessantemente pelo bem da Terra ganham destaque nas ruas e na mídia com um único propósito: a conscientização.

Qual o papel da escola?

Escola e educação também têm o seu papel e não podem jamais serem deixados de lado quando o assunto é instruir e conscientizar sobre o futuro do nosso planeta, afinal, são elas que estão formando a geração que vai herdar os efeitos das mudanças climáticas, segundo os cientistas. Debater sobre o desmatamento, a reciclagem, a destruição da camada de ozônio, o aumento da temperatura, de forma clara e transparente em sala de aula pode resultar em cidadãos mais conscientes e agentes de mudança.

Estimular e inserir a criança e o jovem estudante em atividades teóricas e rotinas práticas com foco em educação ambiental ao longo do período escolar, deve ser ponto essencial no currículo. E são inúmeras as formas de se conduzir processos educacionais ambientais de sucesso e que podem impactar positivamente tanto os alunos, como a própria comunidade em que a escola está presente.

O Brasil é um país riquíssimo em fauna e flora e, como consequência, projetos ambientais e organizações que têm lindas ações e iniciativas que colaboram com a preservação do meio ambiente, da natureza e do bem-estar da população. Construir uma ponte entre escola e essas iniciativas sociais, sejam municipais, regionais ou nacionais, só trará frutos positivos para ambos os lados.

Na Sphere International School é possível acompanhar cada vez mais projetos firmados entre o ambiente escolar e comunidade e que, mesmo sendo iniciativas simples de serem implantadas e realizadas, têm feito total diferença no processo de formação ambiental e no aprendizado das crianças e jovens.

Entre esses projetos, existem o Recycling for Fun, o Book Exchange e o Corredor Ecológico e o mais recente Greenk. O primeiro foi a montagem dentro da escola de uma estação de captação de doações, como tampinhas, copos plásticos, revistas, embalagens diversas, cápsulas para máquinas de café e até materiais descartados por indústrias locais, como tecidos e novelos. Os alunos então participam da separação e limpeza dos itens, que serão usados em atividades em sala de aula depois, reciclando e ensinando as crianças sobre o processo.

 

Outra iniciativa implantada que tem incentivado os alunos na forma de lidar com os recursos ao seu redor é o Book Exchange, um projeto criado para valorizar a economia circular pela troca de livros nos anos finais do ensino fundamental. Durante a realização da Book Fair, o festival literário que acontece anualmente na escola, os alunos são estimulados a trazerem de casa livros velhos ou que já foram utilizados e se encontram esquecidos em gavetas e prateleiras. Em troca, os alunos recebem uma Book Coin, moeda fictícia criada e que servirá para a aquisição de novos exemplares. Ao final da feira, os livros que não foram adquiridos ou trocados, são doados para outras escolas, instituições parceiras, ONGs e organizações sem fins lucrativos.

Os alunos da Sphere International School de São José dos Campos também participam do Projeto Corredor Ecológico, associação sem fins lucrativos do Vale do Paraíba, que tem por objetivo reconectar trechos de floresta ao longo da porção paulista do Rio Paraíba do Sul.

Para contribuir, os estudantes vendem mudas de plantas fornecidas pela associação em eventos escolares, além de participarem de workshops e ações coletivas de plantio de mudas, aprendendo na prática sobre os impactos do desmatamento na região em que vivem.

Atrelado também ao espírito competitivo de forma colaborativa, os estudantes também participaram do Desafio Greenk, um torneio intercolegial envolvendo também os professores, colaboradores e a comunidade familiar para coleta de e-lixo (resíduos elétricos e eletrônicos).

Em todos eles, as iniciativas nasceram com a ideia de fazerem parte de atividades curriculares dentro da sala de aula e graças à participação maciça dos alunos e aos resultados positivos obtidos, ultrapassaram os limites físicos da escola e puderam ser modelos em outras instituições educacionais e até ajudar pessoas da comunidade. 

Além disso, conta-se com a parceria de institutos de pesquisa, que ao oferecer a experiência de seus cientistas e pesquisadores para os alunos, contribuem ainda mais para o conhecimento e a conscientização dessas crianças a respeito dos estudos climáticos do planeta.  

Ao participar e estar em contato frequente com atividades e ações como essas, a escola olha além, abre caminho e ajuda a criar recursos não só dentro do repertório pessoal de cada aluno, mas também em suas famílias, professores e de toda a equipe escolar, contribuindo com a mudança e conscientização não somente dentro do ambiente da sala de aula, mas também fora dela. 

Susan Clemesha

Bacharel em Comunicação Social pela Universidade de São Paulo e mestre em Linguística Aplicada pela PUC-SP. Diretora acadêmica da rede Sphere International School, atua na área de formação de professores e desenvolvimento curricular para a Educação bilíngue (português e inglês) e internacional. Integra o grupo de pesquisa GEEB (Grupo de Estudos em Educação Bilíngue) e o LACE (Linguagem em Atividade no Contexto Escolar), ambos da PUC-SP.

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