Dia Mundial da Educação: pandemia impôs desafios, mas também, boas oportunidades de transformação – Sphere | International School

Dia Mundial da Educação: pandemia impôs desafios, mas também, boas oportunidades de transformação

Desde quando foi criada, em 28 de abril de 2000, durante a realização do Fórum Mundial de Educação de Dakar, no Senegal, o Dia Mundial da Educação tem sido uma data importante no nosso calendário.  Educadores, estudantes e instituições de ensino a lembram como uma oportunidade para refletir sobre os caminhos da educação em todo o mundo.

A Educação pós pandemia…

E é impossível não pensar como serão os próximos passos da educação depois do surgimento da COVID-19. Em pouco mais de um ano desde o seu aparecimento, a pandemia conseguiu alterar completamente a maneira como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos com as pessoas. Com a forma de ensinar e aprender não foi diferente. Instituições de ensino públicas e privadas, grandes ou pequenas, tiveram que se adaptar rapidamente por causa do distanciamento social que ainda continua vigente na maior parte das localidades.

Além do desafio da implantação de ferramentas tecnológicas no dia a dia de alunos e educadores, as escolas tiveram que adequar seu ensino, realizar a formação do corpo docente e demais colaboradores e, ainda, provocar as crianças para que exerçam seu protagonismo diante de tantas novidades online.  O contexto de crise, inicialmente colocado como limitador, foi também uma oportunidade de aprendizagem, criação e transformação. Gestores, professores, estudantes e pais tiveram que se articular rapidamente em um movimento de adequação e reorganização para que se apropriassem de plataformas, processos e novos modos de comunicar e aprender.

O papel da família na educação

Se antes da pandemia, o papel da família na educação já era importante, hoje ele se torna imprescindível. Com as medidas de saúde e segurança, impondo alternância entre o ensino presencial, remoto ou híbrido, é parte vital do processo de aprendizado a presença dos pais no dia a dia do estudante, principalmente dos menores. Quando a escola e as famílias colaboram, não apenas para dividir responsabilidades, mas para ajustar processos e criar novas formas de ensinar e aprender, ou seja, quando há uma verdadeira sinergia, o ensino fica mais completo e a criança certamente fica mais confiante em seu desenvolvimento.

A virada tecnológica 

A virada tecnológica impulsionada pela pandemia fez com que todos se familiarizassem mais com as ferramentas digitais e a colaboração foi essencial em muitos sentidos, pois ninguém imaginava uma situação como essa e não havia um plano estabelecido, implementado e avaliado. Nesse processo, alguns aprenderam mais rapidamente, sem muitas barreiras ou medo de experimentar o diferente, e outros tiveram um pouco mais de dificuldade. Porém, hoje, mais de um ano desde o começo da quarentena, podemos dizer que muitos usam a tecnologia diariamente não apenas para comunicar, mas também para colaborar e criar juntos.

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pela equipe escolar com o processo de digitalização, foi a necessidade de maior personalização. Apesar de perder o contato físico, a conexão com as necessidades individuais de cada aluno, pais ou professores deve ser mantida ou ampliada. A comunicação precisa ser reforçada, assim como as estruturas para atendimentos personalizados e em pequenos grupos a partir das dificuldades e facilidades de cada criança. O maior aprendizado é que a colaboração pode ser facilitada nos espaços digitais. Podemos rapidamente saber o que cada um está realizando, pensando ou necessitando, mas para isso, é preciso perguntar, planejar, monitorar, avaliar e replanejar.

Com tantos recursos digitais à serviço da aprendizagem, o desafio agora é o de manter um ensino engajado, participativo e investigativo, mesmo em ambiente virtual, e principalmente, o de preservar as relações interpessoais e necessidades socioemocionais nesse momento desafiador. 

Aprendemos que existem novas maneiras de interagir com o outro, ou melhor, novas vias para que essa interação aconteça. As relações complexas do mundo globalizado demandam que os jovens estejam preparados para terem mobilidade em contextos locais e internacionais. Sendo assim, o ensino-aprendizagem em contextos híbridos já faz parte do cotidiano da escola e deverá ser adotado flexivelmente, de acordo com as necessidades educativas e conforme os contextos sociais, muitas vezes imprevisíveis.

Bianca Sgai Franco Medeiros

Pedagoga formada pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo e atriz formada pelo Teatro-Escola Célia-Helena. Atua na área de Educação desde 2009, sendo atualmente professora de inglês na Escola Castanheiras no estado de São Paulo. Com certificação de proficiência em Inglês pela Cambridge University e cursos de especificação em formação de professores de inglês para crianças e adolescentes e na área de arte-educação, ambos pela PUC-SP e em formação de coordenador pedagógico para a área de Língua Inglesa pelo Instituto Singularidades. Pós-graduada em Educação Bilíngue: desafios e possibilidades no Instituto Singularidades e integrante do Grupo de Estudos em Educação Bi/multilíngue (GEEB). Atualmente é mestranda do LAEL na PUC-SP em Linguística Aplicada.

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