Inovação na escola: processo vai além do uso de tecnologias – Sphere | International School

Inovação na escola: processo vai além do uso de tecnologias

Segundo definição do dicionário da língua portuguesa, inovar significa realizar algo novo ou que nunca havia sido feito antes, produzir novidades. Entretanto,  é quase automático associar inovação ao uso da tecnologia, mas a definição não está necessariamente vinculada apenas à utilização de ferramentas tecnológicas. Inovar vai muito além disso.

Quando pensamos em inovar na educação, sugere-se a revisão de conceitos, na reavaliação do papel do educador e também do aluno no processo de aprendizagem. É buscar compreender como as coisas estão sendo feitas nos dias de hoje para que elas sejam aprimoradas e melhoradas futuramente.

Um relatório produzido pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) avaliou 139 práticas de ensino fundamental e médio em bancos de dados como o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), TIMMS (Tendências Internacionais nos Estudos de Matemática e Ciência) e o PIRLS (Estudo Internacional sobre o Progresso do Letramento em Leitura) para mostrar o impacto da inovação na educação e entender como ela funciona para melhorar a qualidade dos sistemas.

Infelizmente, o estudo não contou com dados do Brasil. Porém, apontou que os estudantes avaliados têm experimentado diferentes práticas de ensino e aprendizagem comparado aos últimos dez anos.

Uma das maiores e principais mudanças foi a busca por conhecimento de forma autônoma, independente. E a explicação é que hoje os estudantes têm acesso a computadores e outras plataformas como smartphones, e consequentemente, informação que pode ajudar a complementar o estudo em sala de aula.

O documento também apontou que entre os docentes, as práticas também mudaram consideravelmente. Enquanto o treinamento formal permaneceu de forma estável, aumentou a proporção de professores que participaram nas últimas décadas de atividades de aprendizagem em conjunto.

A pesquisa realizada pela OCDE concluiu que a inovação não deve ser entendida como um fim, mas como um caminho para se apontar melhorias nos resultados educacionais.

Países avaliados que realizaram mudanças nas práticas pedagógicas conseguiram melhorar os resultados acadêmicos dos estudantes e aumentaram o nível de satisfação e também de diversão na escola.

Inovação aplicada em novas metodologias de ensino

Quem acompanha notícias sobre educação ou tem interesse pelo assunto, já deve ter visto na TV ou lido sobre alguma escola ou instituição de ensino que trabalha com uma metodologia de ensino ou projeto pedagógico totalmente diferente das escolas que estamos acostumados. E o mundo está cheio de exemplos interessantes!

Em Londres, capital da Inglaterra, por exemplo, a creche Into the Woods ficou conhecida por ser a primeira escola da cidade a não ter salas de aula ou paredes. Os alunos de 2 a 5 anos de idade têm aulas ao ar livre e ficam em constante contato com a natureza, onde aprendem a desenvolver a imaginação, a comunicação e a autoconfiança.

O Into the Woods oferece às crianças a oportunidade de passar seus dias de berçário no ambiente natural, em vez de uma sala de aula, experimentando as estações do ano e desenvolvendo sua curiosidade e amor pelo aprendizado.

Alunos da Into the Woods, em Londres.

Outra escola que utiliza uma metodologia de ensino fora dos padrões usuais é a Quest to Learn. A escola pública localizada em Nova York ensina os seus alunos 100% por meio de jogos, obtendo índices de aprendizado acima da média.

Uma pesquisa realizada pela escola comprovou que os alunos do 8º ao 10º ano do Quest to Learn possuem o dobro da taxa de crescimento do aprendizado em pensamento crítico, resolução de problemas, habilidades analíticas e comunicação escrita do que os estudantes universitários.

Alunos da Into the Woods, em Londres.

Da Indonésia vem o exemplo da Green School. A escola nasceu em 2008 como uma instituição de ensino com foco na educação pela sustentabilidade. Seu método de ensino é baseado na conexão entre aspectos espirituais, físicos, emocionais e racionais, trabalhados dentro de temas, não em matérias. Hoje, além da Indonésia, a escola já expandiu sua metodologia para Nova Zelândia, África do Sul e México.

E claro, não podemos deixar de citar a Sphere International School no Brasil. Com uma proposta pedagógica inovadora e exclusiva, a rede oferece aos estudantes uma educação contemporânea e globalizada e é associada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), propondo-se a trabalhar pelo desenvolvimento da cultura de paz.

Além disso, o projeto pedagógico integra o currículo nacional ao internacional e valoriza o pensar e agir em duas ou mais línguas. Utilizando o OPEN, modelo próprio e exclusivo da Sphere, contribui, desde cedo, para o desenvolvimento de adultos e profissionais confiantes, empáticos, inteligentes emocionalmente e socialmente conscientes, independentemente para qual caminho decidam seguir na vida.

Seja na educação ou em qualquer outra área, inovar ajuda a agregar valor e promove uma diferenciação positiva para empresas, profissionais e pessoas. A inovação não precisa surgir de processos sofisticados ou ligados à alta tecnologia, pode ser um serviço, uma ideia, uma atitude.

Susan Clemesha

Bacharel em Comunicação Social pela Universidade de São Paulo e mestre em Linguística Aplicada pela PUC-SP. Diretora acadêmica da rede Sphere International School, atua na área de formação de professores e desenvolvimento curricular para a Educação bilíngue (português e inglês) e internacional. Integra o grupo de pesquisa GEEB (Grupo de Estudos em Educação Bilíngue) e o LACE (Linguagem em Atividade no Contexto Escolar), ambos da PUC-SP.

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