Uma dúzia de dicas: Criando e reforçando o engajamento por meio de Service Learning – Sphere | International School

Uma dúzia de dicas: Criando e reforçando o engajamento por meio de Service Learning

Quais marcadores levam a uma abordagem significativa de aprendizagem em serviço? Cathryn Berger Kayer oferece “uma dúzia de dicas” úteis.

 1. Vontade de começar

O que fornece o impulso inicial de um programa de service learning (aprendizagem em serviço) sustentável em toda a escola? Você não precisa ter todas as respostas. Quando  educadores esperam até que tudo seja conhecido antes de dar o primeiro passo, o primeiro passo pode nunca acontecer. Correr riscos é essencial para iniciar o service learning.

2. Encontrar apoio administrativo

A liderança faz a diferença em toda iniciativa significativa. Quando um gestor concede tempo e recursos para que o corpo docente explore e aprenda sobre metodologias de service learning, isso fornece uma mensagem clara. Quando os acadêmicos ou coordenadores de currículo compreendem seu papel vital para assegurar que o service learning seja integrado ao currículo, não apenas como um “anexo”, novamente, isso acrescenta credibilidade ao service learning como uma pedagogia valorizada pela escola.

3. Ter um ouvido atento

Ouça todas as partes interessadas. Podem ser os estudantes, professores, pais, administradores, equipe de apoio, parceiros comunitários e parceiros do ensino superior. Trazer os colaboradores para a mesa estabelece a propriedade coletiva. O fundamental para esta abordagem é assegurar que todas as partes interessadas tenham uma compreensão clara do que é service learning e como esta pedagogia de ensino transforma a educação.

4. Conhecer os termos

A linguagem é o melhor e maior comunicador de cultura para uma escola que quer crescer. Para que uma escola desenvolva uma cultura de service learning, o esclarecimento das palavras utilizadas é essencial. As palavras-chave a explorar incluem: voluntariado, serviço comunitário, colaboração,  aprendizagem baseada na comunidade, aprendizagem baseada em projetos, sondagem de necessidades e coleta de dados, problematização e, claro, service learning. Encontre as semelhanças e diferenças.

5. Autonomia!

Considere quanto esforço de sala de aula pode ser direcionado para controlar e gerenciar os alunos. Ao mudar o controle e conseguir se engajar e inspirar, os alunos descobrem sua própria voz e fazem sua escolha no momento da aprendizagem. Quando o serviço é adicionado ao aprendizado, os estudantes descobrem uma maneira de aplicar seu aprendizado para atender às necessidades autênticas da comunidade.  

6. Apreciar o “caos” criativo

Para muitos professores isso é assustador até que percebam que o aprendizado requer elementos de descoberta. Para que o service learning seja autêntico, é impossível saber exatamente o que vai acontecer a cada momento. Mais uma vez, a autonomia proporciona um pouco de caos criativo e produtivo para emergir junto com a voz própria e escolhas.

7. Reconhecer o “como aprendemos”

Embora as crianças devam ter modelos – os professores – eles também precisam de amplas oportunidades para realizar descobertas que lhes permitam conhecer seu mundo. O service learning, quando bem feito, oferece amplas oportunidades para conhecer a si mesmo, incluindo suas habilidades pessoais e áreas de crescimento ao mesmo tempo em que dá visibilidade a diversas populações tanto próximas quanto distantes. Os alunos aprendem sobre a sociedade em uma multiplicidade de contextos. Os alunos desenvolvem um senso de autonomia à medida que aplicam seus conhecimentos e habilidades e monitoram como a mudança acontece.

8. Reconhecer que crianças já fazem a diferença

Uma frase que os estudantes frequentemente ouvem para apoiar o processo de aprendizagem são variações de “Você pode fazer a diferença”. Através do service learning, os estudantes podem fazer contribuições significativas à medida que aproveitam seus interesses, habilidades, talentos e conhecimentos e os aplicam a necessidades identificadas e confirmadas. Eles contribuem para o bem-estar social e se identificam como agentes da mudança.

9. O objetivo é a reciprocidade

O service learning visa sempre a reciprocidade, uma troca com benefícios para todos os envolvidos. Isto se torna uma peça central para o service learning e é alcançado através de um diálogo contínuo com todos os parceiros. A reciprocidade estabelece o reconhecimento de que todos os participantes têm valor e todos contribuem para o aprendizado.

10. Seja transparente em relação às Cinco Etapas do Service Learning

Muitos educadores estão familiarizados com as cinco etapas do service learning: investigação, preparação, ação, reflexão e demonstração. Quando os alunos compreendem e podem identificar as cinco etapas, e isto pode começar nas séries primárias, fica estabelecida uma linguagem comum de aprendizagem transferível. Os alunos também aprendem um processo que podem aplicar a muitos aspectos de sua vida, muito além de seus anos acadêmicos, pois continuam a participar de mudanças sociais.

As Cinco Etapas do Service Learning: Um guia simplificado

INVESTIGAÇÃO
Inclui um compilado de interesses, habilidades e talentos dos estudantes. Pode-se perceber uma necessidade identificada por meio de pesquisa de ação que frequentemente inclui o uso de diferentes mídias, entrevistas de especialistas, pesquisas com populações variadas e observação direta/experiências pessoais.
PREPARAÇÃO
Os estudantes continuam a adquirir conhecimento à medida que aprofundam a compreensão, identificam parceiros, organizam um plano de ação, esclarecem papéis, constroem linhas de tempo e continuam desenvolvendo habilidades.
AÇÃO
Os estudantes implementam seu plano sob a forma de serviço direto, serviço indireto, defesa ou pesquisa. A ação é planejada com parceiros com base em entendimentos e perspectivas mútuas.
REFLEXÃO
A reflexão é contínua e ocorre como uma soma de pensamentos e sentimentos a respeito de questões essenciais e experiências variadas. Ela informa o conhecimento do conteúdo, aumenta a autoconsciência e auxilia no planejamento contínuo.
DEMONSTRAÇÃO
Os estudantes capturam a experiência total, incluindo o que foi aprendido, o processo de aprendizagem e o serviço ou contribuição realizada. Em seguida, eles a compartilham com um público. Contar sua história muitas vezes integra tecnologia, educa e informa outras pessoas.
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11. Levantar questões

Um propósito chave para o service learning é gerar perguntas. Isso vai muito além da primeira pergunta que vem à mente. A intenção é que os estudantes descubram a pergunta que vem depois da pergunta original, e a próxima pergunta depois disso. O propósito é a profundidade da compreensão. As perguntas podem continuar a levar a investigação cada vez mais a fundo para incluir considerações sistêmicas e dilemas éticos.

12. Reexaminar a reflexão

O propósito da reflexão não é refletir; é tornar-se reflexivo. Isto significa que o impulso e a contagem de quantas “reflexões” são entregues não será eficaz para desenvolver este hábito instintivo natural da mente. Quando os estudantes são orientados a estar atentos a momentos significativos no aprendizado e no serviço, eles provavelmente serão responsivos ao que mais importa.

13. Dar espaço para uma “nova parede”

Tem sido dito que o service learning é a quarta parede da sala de aula que se abre para o mundo. Que imagem vibrante  que um educador pode alcançar! Para atender às necessidades do aprendizado do século XXI, são necessárias estratégias do século XXI. O service learning dá vida ao aprendizado com sentido e propósito.

Sphere International Seminar

Nos dias 18 e 19 de setembro, a autora Cathryn Berger Kaye estará presente no Sphere International Seminar como palestrante e irá detalhar como o Service Learning pode ser usado para engajar os alunos em aprendizagens significativas.

Este texto é adaptado de:

A Baker’s Dozen: Guideposts to a Meaningful Service Learning Program

por Cathryn Berger Kaye.

 

Cathryn Berger Kaye

Cathryn Berger Kaye

Mestre em Educação, educadora internacional e fundadora da CBK Associates, Cathy dá vida à aprendizagem por meio do engajamento profundo e conteúdos que realmente importam. Com sua excelente equipe de consultores, ela traz experiência em aprendizado em serviço, dinâmica social e emocional. Ela é autora de vários artigos e quatro livros, incluindo The Complete Guide to Service Learning. Foi consultora em escolas internacionais, colaborou com o International Baccalaureate Organization (IBO), foi consultora educacional em redes municipais, departamentos de educação e organizações para otimizar os ecossistemas educacionais que envolvem e orientam os jovens a prosperar. Cathryn valoriza os jovens como cidadãos globais, para que se mantenham profundamente motivados para proteger nosso planeta e realizar ações cotidianas para beneficiar o outro.

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